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A cremação como você nunca viu: conheça suas origens


Foto: divulgação

A cremação é uma técnica funerária que consiste na queima de um corpo para o reduzir a cinzas e que vem ganhando cada vez mais espaço na cultura do brasileiro.

Mas, mesmo assim, representa um baixo índice percentual de cremados em seu território se comparado com outros países, já que é um país que apresenta o catolicismo como religião predominante, o que fez com que a permissão para realizar tal técnica acontecesse tardiamente.

Origem

Muito se engana em achar que a cremação é uma prática moderna, pois existe há quase 3 mil anos.

Nos anos 1000 a.C, gregos queimavam soldados de guerra a céu aberto para distribuir cinzas por suas respectivas terras natais e, no ano de 750 a.C, romanos também fizeram uso do processo: ambas as civilizações acreditavam que assim estavam garantindo um destino nobre e honroso a seus mortos.

Em 552 d.C, no Japão, ela foi adotada graças ao surgimento do budismo, que prega a importância da cremação com a opinião de que ela purifica a alma daquela pessoa que acabou morrendo e liberta seu corpo. 

Questão religiosa

Nem todas as religiões são adeptas da técnica funerária. O judaísmo, o candomblé e o islamismo, por exemplo, pois acreditam que o corpo deve voltar para a terra.

Para o espiritismo, a prática só é realizada depois de 3 dias da morte do indivíduo, que é o tempo necessário para que o espírito desapegue do corpo físico e finalmente desencarne.

A Igreja Católica fez a cremação de tabu até meados dos anos 60, tornado possível, assim, a inauguração do primeiro crematório brasileiro apenas no ano de 1970, em São Paulo. Por outro lado, para a Igreja Ortodoxa, a prática é extremamente proibida.

Por que escolher a cremação?

Além de ser um método mais econômico (quando comparado ao enterro tradicional) é também o mais ecológico e prático. Quando falamos de economia, na cremação, não é necessário arcar com despesas como: locação do espaço do cemitério, manutenção, compra de jazigos e caixões.

Falando em números, no Brasil, uma cerimônia da prática sai em torno de R$ 290,00 a R$ 17.000,00 (tudo dependendo do pacote que será escolhido pela família), enquanto em um enterro e sepultamento, os preços variam entre R$ 3,77 mil a R$ 43,6 mil.

Em razão de ser ecológica, como consiste na redução do cadáver a cinzas, na cremação, não há a preocupação em relação à contaminação de lençóis freáticos, que acontece quando é realizado um enterro tradicional, já que o corpo entra em decomposição.

Além disso, quando se crema um corpo, os gases tóxicos que são liberados acabam sendo retidos por filtros de ar e não há ocupação físico de espaço. Considerada mais prática pois garante fácil mobilidade das cinzas de um lugar a outro e podem ser repassadas para os familiares (que determinam seu destino), isso graças às urnas que as armazenam. 

Por: Julia Neves Silva | Fonte: Fala! Universidades